´POLÍCIA FERROVIÁRIA FEDERAL

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

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   2012/2/22 6:52:49
 
 
 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ARBITRARIEDADE NO 19º BPM TEÓFILO OTONI


ATENÇÃO DEPUTADO SARGENTO RODRIGUES CABO JÚLIO E REPRESENTANTES E CLASSE.

Carta com pedido de socorro de um Militar do 19°BPM situado em Teófilo Otoni -MG

Venho solicitar de V.Sa providências pois,nesta data ,fui informado pelo 1° Tenente Gilberto Tiago (P1 do 19°BPM),onde sou lotado,e na cidade onde resido ( casa própria)com minha esposa e duas filhas sendo de uma de 12 anos e outra de 07 anos,ambas estudando.Que por ordem do senhor Coronel RPM Geraldo de Lima,estou transferido do 19°BPM para o 44°BPM em Almenara cerca de 350 km da minha residência,com a apresentação prevista para o dia 16/02/2012 as 14:00 hs naquela unidade,sendo transferido no inciso II "Conveniência da disciplina"

Tudo isto devido este relator, ter presenciado o CMT do 19°BPM Ten. Cel. Marcos Barbosa da Fonseca AGREDIR SEM NENHUM MOTIVO ou provocação por parte da vítima "cidadão civil" Wanderley Bessa Neves, com um tapa no rosto.

Fato denunciado pelo ofendido na imprensa local "conforme áudio abaixo",1° DELEGACIA REGIONAL DE POLICIA CIVIL.Segundo informações o rapaz agredido pelo Comandante Fonseca,é sobrinho da Coronel PM Doralice (VIÚVA DO EX PRESIDENTE DA REPÚBLICA ITAMAR FRANCO).

Como o caso repercutiu,e foi apurado quando fui prestar minhas declarações na sindicância feita pelo Sr CORONEL SHEIFFER comandante do 44°BPM (ALMENARA) relatei toda verdade do fato,onde o autor das agressões foi o Ten. Cel. Fonseca.No dia 09/02/2012 em uma quinta feira,encontrava-me de serviço de sentinela na recepção do 19°BPM no 3° turno ( 12:30hs as 19:00hs) quando por volta das 15:00hs o comandante Marcos Barbosa da Fonseca,chegou acompanhado pelo Sargento Higino Angelo Gazel ( adjunto de serviço) e proferiu em alto tom de voz, "QUE O CAPITÃO IVONIL ERA PARA ME REMANEJAR DE LOCAL IMEDIATAMENTE POR QUE ELE (CMT FONSECA) NÃO QUERIA FICAR VENDO A MINHA CARA ALI QUANDO ELE CHEGASSE PARA TRABALHAR"
Por que segundo ele eu havia falado contra o mesmo na SINDICÂNCIA. Fui imediatamente remanejado do meu local de trabalho ( SENTINELA) assumindo o posto no meu lugar o Soldado Bianco, que naquele momento estava trabalhando escalado na escolta de preso ( SD xxxxx) no interior do BPM.

Tomaram conhecimento do constrangimento logo após cerca de 10 Minuto: Cb. Sérgio Lorentz (protocolista), Cb. Adriano (Gate), Sd Delvano, Cb. Neildo ( Aisp120- Zona Norte) Sd Júlio Cesar e Sargento Varnei (chefe da intendência) e Cb. Reinaldo Fernandes ( Diretor da APNM) na qual sou sócio.

Segundo o 1° Ten. Tiago (P1) o comandante Fonseca encaminhou o meu nome para o Sr Cel. RPM Geraldo lima (15 RPM),solicitando minha transferência de unidade e dizendo "EU NÃO TRABALHO EM BATALHÃO QUE ELE ESTIVER COMANDANDO" "PALAVRAS DO TEN CORONEL FONSECA" devido minhas declarações na sindicância envolvendo o civil Wanderley no posto de combustível.

Face ao exposto peço  providências no sentindo de tentar tornar sem efeito esta transferência abusiva e arbitrária e se possível que seja levado ao conhecimento da COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E CORREGEDORIA.

ASS: Geraldo Elione da Silva CB PM.


RELEMBRE O FATO




POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA SERÁ REVISADA PELO MJ


  • Ministério da Justiça decide revisar política de segurança

  • País tem o maior número de homicídios do mundo em termos absolutos



  • Com criminalidade elevada, ministro José Cardozo aposta em plano de combate aos homicídios

    Meses depois de implodir a primeira versão de um plano de redução de homicídios por ordem da presidente Dilma Rousseff, o Ministério da Justiça decidiu preparar uma nova proposta de combate à violência.

    O Plano Nacional de Enfrentamento da Violência, com foco na diminuição de assassinatos, prevê investimento pesado em perícia, compra de equipamentos para as polícias estaduais e fortalecimento das corregedorias das polícias civis e militares. O governo decidiu revisar a política de segurança porque os indicadores da violência urbana ainda permanecem elevados.

    Os últimos levantamentos oficiais mostram que o Brasil é o país com o maior número de homicídios do mundo em termos absolutos. São aproximadamente 50 mil por ano. Em termos proporcionais, ou seja, quando se compara o número de mortes violentas com o tamanho da população, o país também aparece num nada confortável sexto lugar.

    Em 30 de dezembro o GLOBO revelou que, numa guinada surpreedente das diretrizes de redução da violência, o governo federal engavetara o plano de articulação para a redução de homícidio em prol de outras áreas de atuação.

    As prioridades declaradas do governo eram, até então, a fiscalização de fronteiras, a ampliação do sistema penitenciário e combate ao crack. O enfrentamento da violência urbana, especialmente o combate aos homicídios, seria uma tarefa dos governos estaduais. A repentina virada da política de segurança provocou forte reação do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp).

    Diante das críticas, o governo recuou e decidiu, neste início de ano, incluir a redução de assassinatos entre as prioridades da política nacional de segurança pública.

    A versão do novo plano deve ser apresentada pelo ministro José Eduardo Cardozo à presidente Dilma nos próximos dias. Auxiliares de Cardozo disseram que o ministério não se manifestará publicamente sobre o assunto até que a proposta seja do conhecimento da presidente.

    Mas confirmaram que o "foco agora" é a diminuição de assassinatos. Num encontro que teve com integrantes do Conasp, semana passada, Cardozo fez uma longa explanação sobre a violência e as ideias do governo para encarar o problema.

    O ministro disse aos conselheiros que a violência se mantém em patamares elevados até mesmo em cidades ou estados que receberam grande aporte de recursos do governo federal nos últimos anos.

    A partir daí, se chegou a conclusão de que as análises sobre as desigualdades sociais não são mais suficientes para explicar a explosão da criminalidade. Para o ministro, outros fatores, como impunidade, grupos de extermínio e preconceitos contra negros e gays também estariam na raiz da violência.

    A saída seria financiar a montagem de laboratórios e cursos de perícias para as polícias estaduais. Hoje muitos assassinatos não são esclarecidos por falta de estrutura técnica das polícias civis. Cardozo disse ainda que é importante melhorar o treinamento das corregedorias.

    Cardozo também prometeu comprar equipamentos para as polícias de acordo com as peculiaridades de cada estado. Outras medidas seriam articuladas com as secretarias especiais de Direitos Humanos, de Políticas para Mulheres e de Promoção a Igualdade Racial.

    - O fato do ministro ter vindo ao Conasp e colocar as linhas gerais (do plano de redução de homicídios) mesmo sem tê-las apresentado a presidente é um avanço. Agora vamos ver o que acontece quando chegar a Casa Civil - disse Alexandre Ciconello, representante do Instituto de Estudos Socioeconômico (Inesc) no Conasp.

ADI 4708 ANDAMENTO DO PROCESSO

ANDAMENTO DA ADI 4708

Data Andamento Órgão Julgador Observação Documento


16/02/2012 Expedido(a) Ofício - Informação Petição Inicial Ação Controle de 
Constitucionalidade - Relator 

16/02/2012 Expedido(a) Ofício - Informação Petição Inicial Ação Controle de Constitucionalidade - Relator 

16/02/2012 Expedido(a) Ofício - Informação Petição Inicial Ação Controle de Constitucionalidade - Relator 

15/02/2012 Comunicação assinada Ofício - Informação Petição Inicial Ação Controle de Constitucionalidade - Relator 

15/02/2012 Comunicação assinada Ofício - Informação Petição Inicial Ação Controle de Constitucionalidade - Relator 

15/02/2012 Comunicação assinada Ofício - Informação Petição Inicial Ação Controle de Constitucionalidade - Relator

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Aspectos administrativos da segurança pública


24 de janeiro de 2012, às 09h41min

Este artigo introduz pesquisa realizada na forma de trabalho de conclusão de curso tendo como problema, analisar a eficiência do modelo de produção da Polícia Militar de Goiás, através de dados observados em seu modelo militar, confrontados com embasamentos teóricos administrativos.


1 As polícias e a Constituição Federal

      O artigo 144 do Capítulo III da Constituição Federal de 1988 – CF/88 prescreve que "a segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio."
      De forma geral, o exercício da segurança pública conforme determina o a nossa Constituição Federal, é efetuado pelo conjunto de órgãos que compõe o sistema de segurança pública no Brasil (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, Polícias Civis e Militares dos estados e do Distrito Federal, Bombeiros Militares e Guardas Municipais, quando constituídas, para a proteção dos bens, serviços e instalações do município).
      Cada órgão do referido sistema tem sua função estabelecida na forma da Lei, contextualizada nos incisos e parágrafos do artigo 144 da nossa Carta Magna. Porém, o referido diploma legal afirma que cabe apenas as Polícias Militares, atuarem como polícia ostensiva e na preservação da ordem pública.
      Em complemento essa afirmação jurídica, a conjuntura nacional atual torna imperativo a necessidade constante e evolutiva de uma segurança pública eficiente, que priorize a prevenção do crime e o exercício dos direitos humanos.
      Contudo, ao observarmos a escalada do crime e a exigência da sociedade por uma segurança pública cada vez mais atuante, percebemos que o exercício da atividade de polícia tem se tornado cada vez necessário.
      Na linha de frente da atividade policial e com a sua atuação acentuada por sua característica ostensiva, estão as polícias militares brasileiras.
       Entretanto, o contexto histórico dessas centenárias corporações refletem o mau uso dos seus recursos institucionais, que foram empregados na maioria das vezes como mecanismo estatal de "persuasão" e controle e como máquina para a construção de um ambiente favorável a determinadas classes, mantedoras do poder no país. Porém, o cenário mudou.
      A abertura democrática trouxe ao poder uma nova sociedade, repleta de anseios e exigente em relação aos seus direitos, subjulgados por décadas de ditadura.
      Como enfatiza a nossa Constituição de 1988, a democracia brasileira tem como principal preceito a garantia dos direitos individuais, dentre eles, o de ser assistido por uma segurança pública efetiva e de qualidade.
      Em Goiás, o cenário atual determina uma necessidade constante de ações de repressão ao crime, sem, no entanto, deixar de lado a urgencia na elaboração de uma política estratégica de prevenção.
      Enxergando esse cenário, a Polícia Militar de Goiás tem buscado o constante aperfeiçoamento técnico de seus operadores, investindo seus esforços na construção de uma corporação policial militar moderna, equipada e preparada para atender as demandas da sociedade goiana.
      Entendendo ser esse o principal objetivo da PM Goiana, foi realizada pesquisa, na forma de projeto acadêmico, com o intuito de identificar os gargalos na eficiência da instituição que, quando eliminados, podem colaborar para a implementação de maior eficiência nos seus processos, proporcionando uma segurança pública com qualidade cada vez maior.
2 Aspectos gerenciais das polícias militares
      É conhecimento obrigatório do administrador saber que as organizações são formadas por pessoas e para as pessoas e que modelos gerenciais são mutáveis e temporais, devendo acompanhar a evolução das necessidades humanas e da organização. E, principalmente, o administrador/gestor não deve esquecer que os colaboradores são o principal recurso necessário ao sucesso da organização.
     Observado esse conceito, foi possível nortear a pesquisa a identificar aspectos gerenciais específicos que permitissem relacionar o desempenho da corporação à motivação dos seus operadores.
      Na trilha do caminho científico percorrido para a obtenção das informações necessárias para o desenvolvimento do referido trabalho, deparamos com uma série de ramificações que nos levou a identificar características motivacionais bastante diversificados.
      Por fim, buscou-se identificar um aspecto comum que tivesse algum efeito na prestação do serviço de segurança pública por parte da Polícia Militar de Goiás, foco da pesquisa.
      Assim, o escopo da pesquisa foi transformado, e os esforços foram convergidos para identificar e formular um problema que interligasse o comportamento organizacional da PM de Goiás com a eficiência de seus processos (operados por pessoas), afetando a qualidade de seu produto final.
      A pesquisa, "A Eficiência do Modelo Burocrático Militar na Prestação do Serviço de Segurança Pública no Estado de Goiás". 2011. 109 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Administração) – Sistema de Ensino Presencial Conectado, Universidade Norte do Paraná, visou abordar a viabilidade do modelo burocrático militar para a eficiência do serviço de segurança pública prestado pela Polícia Militar de Goiás, como base para as transformações necessárias à implantação de novos modelos de segurança pública que atendam a demanda da comunidade goiana.
      No trabalho foram relacionados diversos autores cujas teorias corroboram para sustentar os resultados obtidos, inferindo na necessidade de iniciar as mudanças de dentro para fora, mostrando que o modelo de produção atualmente em uso na PMGO pode estar ultrapassado para ser praticado por instituições de segurança pública ostensiva.
      Os resultados foram obtidos através da análise bibliográfica, documental, observação participativa, pesquisa de campo e análise comparativa das teorias em relação aos aspectos institucionais da Polícia Militar de Goiás.
      Através da pesquisa foi possível concluir que o modelo burocrático militar da PMGO apresenta aspectos que contribuem para a ineficiência dos processos institucionais e torna deficiente o relacionamento entre a corporação e a comunidade, podendo implicar em baixa qualidade dos serviços de segurança pública prestado pela corporação goiana.
3 Disfunções da Burocracia
      A ineficiência é entendida pela maioria das pessoas como a principal característica apresentada pelas repartições públicas que, com o passar dos anos, cristalizaram a idéia de que burocracia é sinônimo das disfunções apresentadas no serviço público.
      Entretanto, ao formular seus estudos referente a burocracia, Max Weber, sociólogo alemão, considerado o pai da burocracia moderna, idealizou um modelo de burocracia com base no emprego racional dos meios para se atingir os fins.
      Esse modelo, conhecido como modelo ideal de burocracia de Weber, formulado na década de 40, logo passou a ser utilizados pelas corporações mundo afora, tanto públicas como provadas.
      Ocorre que o modelo de Weber se apresentava bastante mecanicista e desconsiderava a organização informal, não levando em conta a variabilidade humana comuns aos diversos tipos de pessoas.
      Nisso, por ser operado por pessoas, o modelo ideal de burocracia de Weber, passou a apresentar uma série de fugas ou distorções em relação a sua característica racional.
      Essas distorções são identificadas pelo autor estruturalista Robert K. Merton, como consequências imprevistas da burocracia, surgindo assim o conceito de disfunções da burocracia.
      Disfunções da burocracia são desvios no modelo ideal de burocracia em que, dependendo do grau em que se apresentam, conduzem a organização a ineficiência.
      Na Polícia Militar de Goiás também é possível observar a ocorrência das diversas distorções mencionadas por Merton como disfunções da Burocracia que são comumente enfatizadas pelo atual modelo de produção da PM Goiana.
4 Problema proposto
      As polícias militares brasileiras, por adotarem um modelo de gestão oriundo do Exército Brasileiro, apresentam características típicas, observadas em todas as instituições militares de segurança pública pública no país, inferindo a existência semelhanças institucionais que favorecem a utilização de estudos efetuados nas polícias militares de outros estados para a elaboração de trabalhos referentes a PMGO.
      A partir da observação dessas características e do comportamento organizacional causado pelo atual modelo burocrático militar da PMGO, levantou-se o seguinte questionamento:
      O atual modelo burocrático militar em uso na PMGO ainda é viável para subsidiar a eficiência da corporação, na prestação do serviço de segurança pública?
      O que chama a atenção é saber se o atual modelo militar continua sendo eficiente para o desenvolvimento das atividades de segurança pública da Policia Militar de Goiás.
      O tema tem sido debatido por outras corporações policiais militares e aplicado aos seus respectivos cenários. Porém, aparentando efeito das próprias disfunções burocráticas apresentadas nessas corporações, ocorre uma resistência à qualquer tentativa de mudança, bem como uma conformidade indiscutível em relação a subordinação das polícias fardadas ao modelo do Exército Brasileiro.
5 Objetivos
      A pesquisa teve como objetivo principal verificar a atual viabilidade do modelo burocrático militar em uso na Polícia Militar de Goiás, para o exercício da atividade de segurança pública.
Como objetivos específicos, foram relacionados:
- Verificar a ocorrência das disfunções burocráticas no atual modelo gerencial da PMGO.
- Analisar a influência do modelo burocrático militar da PMGO na motivação produtiva do policial militar e na qualidade do serviço;
- Verificar quais são as características do modelo militar que interferem no comportamento organizacional;
6 Dos dados
      A observação das disfunções constatadas permitiu confrontar as características do modelo organizacional da PMGO com o comportamento organizacional indesejado e que interfere na satisfação motivacional produtiva dos membros da organização, bem como na eficiência dos processos.
      Os aspectos relacionados na pesquisa podem interferir negativamente no comportamento organizacional da PMGO, levando os seus operadores a interpretarem as características organizacionais de forma distorcida e considerar esses aspectos como os únicos válidos no ambiente militar da corporação.
      Os aspectos relacionados a satisfação motivacional produtiva são suficientemente subjetivos para deduzir que qualquer pesquisa para medição da satisfação do público interno ou outro mecanismo para subsidiar mudanças na estrutura da organização.
      Tal medição carece de participação de empresas especializadas que possam reproduzir um cenário real da atual condição do efetivo da corporação.
      Na sequencia ao trabalho de pesquisa e já identificados os fatores críticos ao problema proposto, foram analisados as principais disfunções detectadas e exposto, conforme o embasamento teórico utilizado na pesquisa, os efeitos causados ao comportamento organizacional e na funcionalidade da instituição, com foco na sua eficiência.
      Para isso, a análise primária foi focada nas duas principais disfunções percebidas na PMGO, e que levam ao aparecimento das demais disfunções descritas por Merton.
As disfunções que foram enfatizadas são:
A internalização das regras e o apego aos regulamentos;
      A valorização excessiva a hierarquia, através do "hierarquismo" e da exibição de sinas de autoridade.
      É possível observar no quadro abaixo que, dentro dos aspectos pesquisados através da observação do comportamento dos policiais militares, a duas disfunções epigrafadas acima levam, na maioria das vezes, a apresentação de outras distorções relacionadas a elas, a saber:
Quadro 4 - Distorções relacionadas ao comportamento organizacional da PMGO.
Disfunção apresentada na pesquisa
Distorções relacionadas
Internalização Das Regras E O Apego Aos Regulamentos.
- De meios para se buscar a eficiência, as regras e regulamentos se tornam o fim. Ocorre o deslocamento de objetivos. Ocorre também o aparecimento dos seguintes comportamentos indesejáveis:
"incapacidade treinada1" (conceito de Veblen), "deformação profissional2" (de Warnotte) e "psicose ocupacional3" (segundo Dewey).
As normas apresentadas exigem a informalidade das comunicações, e por consequência, o excesso de formalismo e papelório.
O apego exagerado as normas torna o funcionário um mero executor, que passa a apresentar resistência a mudanças.
      A coerção e a devoção a normas e regulamentos opressores e limitadores, transformam essas regras em coisas absolutas, provocando a limitação da liberdade e espontaneidade. O Funcionário trabalha em função dos regulamentos e rotinas e não em função dos objetivos da organização, estabelecendo uma superconformidade e se comportando de forma a fazer estritamente o que impõe as normas da organização, perdendo a flexibilidade, a iniciativa e a criatividade, apresentando um desempenho mínimo exigido. Combinado ao jargão: "na PM nada se cria, tudo se copia", o PM torna-se incapaz de criar ou inovar.
"Hierarquismo" E Exibição De Sinas De Autoridade
      Quem decide é sempre aquele que ocupa o posto hierárquico mais alto, mesmo que nada saiba a respeito do problema a ser resolvido (ou não possua habilidade para tal) (Chiavenato, 2003, p.70)
Enfatização da Hierarquia de Autoridade;
Utilização intensiva de símbolos e sinais de status.
Demonstração constante do status relativo a posição hierárquica.
Deslocamento de Objetivos.
      Categorização como base do processo decisório. A rígida hierarquia de autoridade leva a PM a centralizar suas decisões nos postos mais altos da corporação, independentemente se a pessoa que ocupa o cargo tem o conhecimento necessário para decidir sobre o assunto. Quanto mais se categoriza o processo decisório, menor é a procura por soluções alternativas.
      Como se refere Maximiano (2000), o culto ao chefe, torna-se objetivo importante. O hierarquismo na PMGO combina a valorização excessiva da hierarquia com a internalização e apego aos regulamentos. É frequente gastar uma enorme parcela de tempo e energia com preparação para solenidades, empregando por um largo espaço de tempo, uma parcela bastante relevante do serviço em prol dos cuidados com a unidade para prepará-la para alguma solenidade. Isso é comumente observado na Academia de Polícia Militar. Gasta-se muito tempo e emprega-se muito efetivo em solenidades para proporcionar privilégio e prestígio aos comandantes em detrimento do emprego da tropa no cumprimento do dever constitucional da PMGO.
      Até o final da década de 1990, existia diferenciação entre refeitórios (refeitório dos cabos e soldados, refeitório dos oficiais, refeitório dos subtenentes e sargento), não sendo permitido aos soldados utilizar o refeitório dos subtenentes e sargentos nem o de oficiais.
      Subaproveitamento dos talentos da corporação por força de uma condição hierárquica que não permite que a base participe do planejamento estratégico da corporação (cultura organizacional da corporação).
      Em geral, o modelo militar estudado, apresentou todas as disfunções da burocracia previstas por Merton em sua teoria, reforçando a tese de que o atual modelo de gestão militar utilizado pela PMGO promove a idéia de ineficiência, prejudicando a prestação de serviços a comunidade goiana.
      Pelas características mencionadas anteriormente, foi possível incluir dados referentes ao conhecimento científico produzido em outras PMs do Brasil, permitindo uma inferência na apresentação das características verificadas nas coirmãs com a estrutura organizacional da PMGO, corroborando com os resultados desta pesquisa.
7 Da análise
      As disfunções são excessos provocados pela distorção do modelo burocrático, através do exagero no grau de burocratização da organização, levando a autocracia, a rigidez e ao mecanicismo. Ocorre pela não observação das conseqüências imprevistas da burocracia.
      O principal reflexo das disfunções observadas na PMGO, como a internalização e o apego as normas e regulamentos, despersonalização dos relacionamentos, valorização excessiva da hierarquia e exibição de sinais de autoridade, é o aparecimento de uma outra distorção extremamente prejudicial para a organização. Chiavenato (2003, p. 270) identifica essa distorção, ou disfunção da burocracia, como dificuldade no atendimento a clientes e conflitos com o público, explicando que:
      O funcionário está voltado para dentro da organização, para suas normas e regulamentos internos, para suas rotinas e procedimentos, para seu superior hierárquico que avalia o seu desempenho. Essa atuação interiorizada para a organização o leva a criar conflitos com os clientes da organização.
      O modelo militar da PMGO, na forma das disfunções relacionadas à interiorização das normas e regras e do hierarquismo, faz com que ocorram deslocamentos de objetivos, onde a manutenção do militarismo torna-se a principal prioridade da PM, em detrimento da prestação de serviços à sociedade (os meios se tornam os fins em si mesmo).
      Outra consequência grave das distorções observadas relaciona-se à internalização constante e aplicação continua do regulamento repressor. Esses procedimentos podem ocasionar os sintomas descritos por Maximiano (2000) como comportamentos indesejáveis, tais como a resignação e a agressão (violência), ocasionadas pela frustração em relação à impossibilidade de se expressar ou conciliar as necessidades motivacionais e os objetivos pessoais com os objetivos da corporação.
      Tratam-se de características que podem contribuir para a destruição da satisfação produtiva, interferindo efetivamente na eficiência dos processos e na prestação de serviço a comunidade.
8 Dos resultados
      A apresentação do resultado integral da pesquisa está publicada na monografia A Eficiência do Modelo Burocrático Militar na Prestação do Serviço de Segurança Pública no Estado de Goiás, e incluem os aspectos observados como participante dos eventos e expõe os motivos que levam a necessidade de repensar o atual modelo de produção da Polícia Militar de Goiás.
      Em suma, pode-se dizer que as exigências do público externo em relação a um novo modelo de segurança pública mais eficiente tem sido o foco de constantes discussões das autoridades, no que se refere aos rumos da segurança pública em nosso Estado.
      Atualmente, ocorre um processo de adequação dos órgãos de segurança pública ao modelo de polícia comunitária4 que visa a aproximação da polícia militar com a comunidade.
      Esse é um passo fundamental para a implementação de políticas que viabilizem a inserção das policias no conceito mundial de policiamento humanizado.
      Contudo, a implementação desse modelo esbarra na exigência de uma PM eficiente, capaz de interagir pacificamente com a sociedade, integrar os seus processos aos demais órgãos de segurança pública e proporcionar um ambiente de trabalho que estimule o comprometimento de seus operadores.
      Nisso, faz se necessário avaliar a viabilidade do atual modelo burocrático militar, para que sejam direcionados esforços no sentido de proceder as modificações necessárias ao atendimento do novo modelo de segurança pública.
      Como resultado final, o trabalho demonstra que o atual modelo burocrático em uso na PMGO, apesar dos avanços estruturais, necessita de uma transformação cultural que possa romper os paradigmas impostos pelo modelo militar e transformar a PMGO em uma organização mais eficiente e mais preparada para atender as demandas sociais por segurança pública.
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1 Conceito de Veblen. "Diz respeito ao despreparo diante de situações novas a que pode estar submetido o funcionário, proporcionando um grave problema de adaptação". (LIMA, 200, p. 25).
2 Conceito de Warnotte. Excesso de formalismo ou tecnicismo, o burocrata virtuoso.
3 Conceito de Dewey. Submetidos as distorções burocráticas, os indivíduos vão adquirindo preferências e antipatias sendo que e as psicoses vão se desenvolvendo pelas exigências da organização.
4 Polícia Comunitária é uma filosofia e estratégia organizacional que proporciona uma nova parceria entre a população e a polícia. Baseia-se na premissa de que tanto a polícia quanto a comunidade devem trabalhar juntas para identificar, priorizar e resolver problemas contemporâneos tais como crime, drogas, medo do crime, desordens físicas e morais, e em geral a decadência do bairro, com o objetivo de melhorar a qualidade geral da vida na área. (TROJANOWICZ, 1994, SENASP, 2007, p. 39)
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Referências
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração: uma visão
abrangente da moderna administração nas organizações. 7. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.
MAXIMIANO. Antônio César Amaru. Introdução à administração. 5. ed. rev. e
ampl. São Paulo: Atlas, 2000.
SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA. Curso nacional da
promotor de polícia comunitária. Brasília: SENASP, 2007.

POLÍCIA FERROVIÁRIA FEDERAL DA APOIO AO CARNAVAL DE PERNAMBUCO


SEDE DO SINDICATO DOS POLICIAIS FERROVIARIOS FEDERAIS EM RECIFE SERA UTILIZADO PELO SDS DURANTE O CARNAVAL.





Em PE, SDS anuncia esquema especial de segurança no carnaval

Investimento em segurança é de R$ 6 milhões, 37,1% a mais que 2011.


Ao todo, serão mais de 35 mil lançamentos de profissionais de segurança.


A Secretaria de Defesa Social anunciou na manhã desta sexta-feira (3) o esquema especial de segurança para o carnaval de Pernambuco neste ano. Com o tema “Carnaval no Ritmo da Paz”, a SDS vai aumentar o número de policiais nas ruas todos os dias, além de uma parceria com o Tribunal de Justiça, para que os julgamentos dos casos de menor potencial ofensivo sejam resolvidos mais rapidamente.




A Operação Carnaval, que começa neste domingo (5) com a prévia Virgens de Verdade – Abraça Brasil, em Olinda, e segue até o dia 26 de fevereiro, vai contar com 35.829 lançamentos de profissionais de segurança, entre policiais militares, civis, científicos e bombeiros, 19% a mais que no ano passado. “Lançamentos são, simplificando, quantas vezes o policial vai para rua. Como teremos diárias, temos policial vendendo a folga, trabalhando em dois ou três serviços”, explica o secretário de Defesa Social, Wilson Damázio.



Neste ano, a Secretaria conta com um investimento de R$ 6 milhões, um aumento de 37,1% em relação a 2011, segundo a SDS. “Só em diárias do período pré-carnaval, carnaval e pós-carnaval, nós temos R$ 5,5 milhões. O resto fica para despesas de menor volume, como plataformas”, detalha o secretário. Serão utilizadas também 2.421 viaturas ao longo da operação.



Além dos policiais, o carnaval vai contar com 268 câmeras de videomonitoramento, coordenadas pelo Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods). “Dessas, temos 68 câmeras direcionadas para o percurso do Galo da Madrugada e as ruas adjacentes”, ressalta Damázio. O Sítio Histórico de Olinda vai contar com 16 câmeras fixas.



O planejamento do esquema de policiamento foi feito em conjunto. “Planejamos ações para todo o estado, de forma a ter um carnaval de paz”, lembra o diretor de operações da Polícia Militar, coronel Éden Vespaziano. “A localização das viaturas foi estudada, estamos com tudo planejado. Em Olinda, por exemplo, temos dificuldade para circular com as nossas viaturas, por isso elas estão em pontos estratégicos”, avisa o diretor de operações do Corpo de Bombeiros, coronel Daniel Ferreira de Lima.





Cartilha vai orientar folião a curtir carnaval com

segurança. (Foto: Katherine Coutinho / G1)Uma cartilha para orientar o folião, com dicas sobre segurança, delegacias e pontos de apoio da polícia também foi preparada pela Secretaria. “Serão rodados 50 mil exemplares. Na cartilha, a população vai encontrar tudo que precisa para poder brincar o carnaval em segurança”, afirma Damázio.



O carnaval conta também com dois helicópteros, sendo um de força médica e outro policial. "No Galo, teremos apenas um deles, o da equipe médica, mas durante o carnaval serão duas aeronoves", diz o secretário de Defesa Social.



Virgens de Verdade

O desfile do bloco Virgens de Verdade - Abraça Brasil, neste domingo (5), vai contar com 1.350 policiais militares, entre Batalhão de Trânsito, Rádio Patrulha, Choque, Polícia Montada, Cães, entre outros. “Contaremos também com o Grupamento Tático Áreo”, acrescenta o coronel Vespaziano. A Polícia Civil vai contar com 88 policiais, quatro delegacias de plantão e uma móvel, enquanto o Corpo de Bombeiros com 93 homens, plataformas de observações e embarcações.



Galo da Madrugada

O Galo conta com um esquema especial, inclusive com apoio do judiciário. Serão 5.860 profissionais, entre policiais civis, militares, científicos e bombeiros. “Teremos também barcos, além da presença constante do Corpo de Bombeiros junto à polícia durante todo o percurso”, explica Damázio. Oito embarcações dos bombeiros também vão dar apoio ao desfile.



A coordenação geral vai funcionar no prédio do Banco do Brasil, na Avenida Dantas Barreto. Dois postos de Comando Integrado também estão prontos para a folia, sendo um no Fórum Thomaz de Aquino e outro na Assossiação de Polícia Ferroviária Federal. “Teremos um juiz em cada ponto desses, promotores, defensores públicos e funcionários do Tribunal para que os casos de menor poder ofensivo sejam resolvidos na mesma hora”, explica a juíza Fernanda de Paula.



As audiências vão acontecer de 13h às 21h, segundo a juíza. “Com dois polos vamos poder julgar muito mais rapidamente os casos”, conta Fernanda. Segundo a Polícia Civil, cada polo contará também com um delegado e uma equipe própria para resolver possíveis problemas e dar apoio ao judiciário.



Olinda

Além das câmeras, o carnaval olindense vai contar com 1.043 lançamentos de profissionais de segurança entre os dias 18 e 22 de fevereiro. O Sítio Histórico terá plataformas de policiais e também de bombeiros para facilitar o resgate da população. Na madrugada do domingo de carnaval, quando sai o Homem da Meia-Noite, a Polícia Militar vai mobilizar 250 agentes. Além disso, quatro delegacias especializadas vão funcionar na Casa da Cidadania, e a Delegacia do Turista na Praça do Carmo. A Delegacia do Varadouro vai ficar de plantão.



Recife

Tanto os polos do centro da cidade como os descentralizados vão contar com policiamento reforçado. Serão 1.500 lançamentos de policias militares, 1.283 de policiais civis e 671 do Corpo de Bombeiros. “Tivemos também um trabalho prévio, de prevenção de acidentes principalmente no Recife Antigo”, lembra o diretor de operações dos Bombeiros. O esquema de segurança conta também com oito delegacias de plantão.
FONTE G1
PFF Abrão
http://www.pffbrasil.blogspot.com/

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

AS LIDERANÇAS NA POLÍCIA FERROVIÁRIA FEDERAL


Prezados Policiais Ferroviários Federais

Esqueçam o cargo e o salário. Isso não é o mais importante. Preocupe-se em desenvolver competências. Evidentemente que, a novidade é que essa competência não pode ser nem especializada nem generalizada. Desta forma, seja um especialista sistêmico ou um profissional que tem a sua área de competência, mas não consegue entender o global. Entretanto, ele tem uma visão geral da instituição, do negócio e do mercado. Sendo assim, vocês conhecem algum profissional da Segurança Pública que tem uma visão da organização do sistema e das principais mudanças na política de Segurança Pública e que não é bem sucedido? Um profissional assim é fatalmente sinônimo de sucesso. Sabe por quê? Quem consegue enxergar o todo agrega significado e valor ao trabalho e o resultado é motivação e alto desempenho. Este talvez seja o grande diferencial da era do conhecimento. "O indivíduo é objeto por distorção e sujeito por vocação". O profissional tratado como objeto se sente usado. Quando se sente usado ele não se motiva e compromete todo sistema e seu desempenho.
Liderando pessoas inteligentes – Não há mais espaços para líderes centralizadores. As informações sobre a instituição, o próprio líder e a Polícia Ferroviária Federal precisam ser compartilhadas. “Na era industrial, a centralização de informação era sinônimo de poder”. Era bom para o ego, uma forma de o líder se sentir útil. Hoje, esse papel é muito ruim para a instituição. Primeiro, porque as pessoas hoje são mais informadas. Segundo, o líder deixou de ser a única fonte de informações. Terceiro, a tendência é cada vez mais liderar policiais inteligentes. E os métodos da era industrial, infelizmente ainda em vigor em algumas instituições não servem mais. Não há mais espaço para o estilo tradicional brasileiro: autoritário e paternalista. Esse estilo não combina com o novo perfil do profissional superinformado. E mais, as exigências também mudaram. Ao invés de produtividade, o líder busca hoje criatividade. Assim será na nova Polícia Ferroviária Federal. Precisa de mais argumentos para mostrar que o novo modelo é outro?

Antonio Carlos Flor – PFF/RJ